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vicio da poesia

Category Archives: Convite à arte

FELIZ NATAL

24 Sábado Dez 2011

Posted by viciodapoesia in Convite à arte

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Crentes ou não, crescemos no ocidente envolvidos pela tradição cristã. Não há fuga. E o Natal é a sua mais eloquente manifestação, que não deixa ninguém indiferente. Aproveitemos o significado profundo da data e nasçamos de novo, livres dos erros e prontos para uma vida melhor, são os meus votos aos leitores do blog.

Não terem os doutrinários do cristianismo proibido as imagens que celebram a mensagem religiosa valeu-nos desfrutar hoje de um vastíssimo acervo de obras-primas de pintura que fazem o encanto de milhares. Não é excepção a natividade de Cristo.

Escolhi um pequeno conjunto de pinturas com o presépio por assunto, produzidas durante o século XV, época em que a liberdade criativa permitia dar asas à imaginação prodigiosa de quem pintava.

Neste conjunto temos na inventiva da escala e na ocupação do espaço da tela prodígios de imaginação.

Oxalá gostem e tenham todos um Feliz Natal.

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Depois deste grupo da renascença flamenga da primeira metade do século XV, com a excepção de Fra Diamante (1465), de Gerard David (1490) e Dürer (1503), e do conjunto de iluminuras do dealbar do século XV, mostro, isoladas, algumas pinturas menos frequente na iconografia do tema espalhada pelo mundo.

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Três pintoras em auto-retrato

16 Sexta-feira Dez 2011

Posted by viciodapoesia in Convite à arte

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Mary Cassatt, Sofonisba ANGUISSOLA, VIGÉE-LEBRUN

Sabe quem pinta que o auto-retrato é a forma mais acessivel de pintar. O modelo está sempre ali. Divulgados ou não, os auto-retratos dos pintores existem sempre, e são fascinantes para quem lhes admira a obra: dão a ver a forma como os próprios se viam.

Porque são em menor número as mulheres que no passado pintaram, e a história da arte reteve a obra, mostro três auto-retratos de mulheres-pintoras dos séculos XVI, XVIII e XIX. À obra de cada uma delas virei outro dia.

Auto-retrato de Sofonisba ANGUISSOLA (1530-1625)

Trata-se de um óleo sobre madeira, com 20x13cm e pertence à colecção do Kunsthistorisches Museum de Vienna

Sofonisba ANGUISSOLA é a mais velha de seis irmãs pintoras e foi a primeira mulher na história da pintura ocidental a obter renome internacional.

Segue-se o Auto-retrato de Élisabeth VIGÉE-LEBRUN (1755-1842)

A pintura é um óleo sobre tela com 98x70cm e pertence à colecção da National Gallery de Londres.

Nascida em Paris, Élisabeth VIGÉE-LEBRUN, pintou em 1779 um retrato de Maria Antonieta, a que se seguiram mais de duas dezenas. A imagem que hoje temos da rainha decorre fundamentalmente destas pinturas. Retratista de génio, as suas pinturas mostram uma frescura que torna presentes os retratados. A revolução francesa levou-a a viajar pela Europa. Nas suas memórias traça um quadro da sociedade da época que ainda hoje vale a pena ler.

Termino com um auto-retrato de Mary Cassatt (1844-1926 ) em 1878.

Norte-americana de nascimento, nasceu em Pittsburgh, Mary Cassatt instalou-se em França onde integrou o grupo dos impressionistas. Trabalhando sobretudo o pastel, a forma como capta o humano no fugidio dos gestos do quotidiano, transmite o mistério que cada ser humano encerra, convidando-nos a olhar uma e outra vez cada retratado.

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Imagens para o Natal – iluminuras de Don Silvestro dei GHERARDUCCI

16 Sexta-feira Dez 2011

Posted by viciodapoesia in Convite à arte

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GHERARDUCCI

Don Silvestro dei GHERARDUCCI (1339-1399), monge no mosteiro de Santa Maria degli Angeli em Florença, para onde entrou em 1348, aos nove anos [em nota de rodapé relembro que por esses anos viveu Inês de Castro, chegada a Portugal em 1340 e morta a 7-1-1355 e em 1385 tinha inicio em Portugal o reinado de D. João I], e professou aos treze. É o mais velho do grupo de iluministas do reputado  scriptorium do mosteiro, já referido por Vasari na sua Vita de Lorenzo Monaco. Este scriptorium constituiu a mais importante escola de pintura do medioevo tardio florentino.

Acrescento em slideshow outras obras do mestre.

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A mulher no banho vista por Degas

11 Domingo Dez 2011

Posted by viciodapoesia in Convite à arte

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Degas

Edgar Degas (1834-1917) conhecido sobretudo como pintor da figura humana em movimento, vejam-se as cenas de corridas de cavalos ou de bailarinas de ballet, pintou a mulher, não enquanto individuo mas evidenciando a forma do corpo em atitudes despreocupadas. Dizia ele que pretendia pintar como se observasse através do buraco de uma fechadura. Deste aspecto da obra reúno um conjunto de pinturas, sobretudo a pastel, técnica preferida do pintor, sobre a mulher depois do banho. São pinturas onde a individualidade desaparece e vemos mulheres não idealizadas mas sim corpos na banalidade das suas formas. A atmosfera de cada pintura garante-lhes a frescura de um instantâneo, sentindo nós, ao observá-las, estar a presenciar aqueles gestos no momento em que olhamos olhamos.

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Acusado de misóginia por Huysmans, e mais tarde por Paul Valery, sobretudo por nestas pinturas não mostrar o belo feminino, a acusação ainda hoje permanece, ainda que o que se conhece da biografia do pintor  não permita tal conclusão.

Acrescento o Auto-retrato do pintor existente na colecção Calouste Gulbenkian e que pode ser visto no respectivo museu em Lisboa.

Tentado pela poesia, Degas deixou inéditos poéticos, de que foi feita, ao que sei, uma edição póstuma em 1946, com oito sonetos e desenhos.

Desses sonetos transcrevo o nº4:

 

Elle danse en mourant, comme autour d’un roseau,

  D’une flute ou le vent triste de Weber joue;

  Le ruban de ses pas s’entortille et se noue,

  Son corps s’affaisse et tombe en un geste d’oiseau.

 

  Sifflent les violons, Fraiche, du bleu de l’eau,

  Silvana vient, et la, curieuse s’ebroue.

  Le bonheur de revivre et l’amour pur se joue

  Sur ses yeux, sur ses seins, sur tout l’etre nouveau,

 

  Et ses pieds de satin brodent, comme l’aiguille,

  Des dessins de plaisir. La capricante fille

  Use mes pauvres yeux, a la suivre peinant.

 

  Mais d’un signe toujours cesse le beau mystere:

  Elle retire trop les jambes en sautant:

  C’est un saut de grenouille aux mares de Cythere.

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As mulheres sentadas de Modigliani

15 Terça-feira Nov 2011

Posted by viciodapoesia in Convite à arte

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Modigliani

A pintura de Modigliani (1884-1920) decorre num muito reduzido grupo de assuntos e a parte de leão é ocupada pelo retrato onde a inconfundível forma expressiva do pintor atinge por vezes fulgurações não mais igualadas na pintura ocidental.

Um assunto aparentemente tão simples como pintar uma mulher sentada, sem adereços a compor o quadro, tem na arte do mestre uma variedade  surpreendente utilizando os mesmos parâmetros pictóricos.

É a  um exercício do olhar que convido os visitantes do blog, percorrendo alguns dos inúmeros retratos de mulheres sentadas, saídos do pincel de génio do pintor.

A uma escolha inicial de 40 pinturas, retirei este reduzido grupo onde pequenas alterações na pose criam o dinamismo e movimento de cada retrato.

É a linha do desenho, na sua sofisticada curvatura, aliada à invariável melancolia das mulheres retratadas que faz nascer em nós uma ternura por estes personagens aparentemente desamparados naquele universo nu. Sentadas, estas mulheres aguardam o destino.

Os retratos surgem-nos despersonalizados. Não são a senhora A ou B, mas mulheres, onde nem sequer a beleza formal que tenham possuído em vida é posta em valor. É uma espécie de essência do feminino que nestes retratos leio.

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Nota

Ao passar o cursor sobre a foto surgem as setas que permitem gerir o movimento do slideshow.

Termino com esta maternidade, assunto praticamente ausente do conjunto da obra pictórica de Modigliani.

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CINZA ETERNA – Poema de Juan Luis Panero (1942) para a pintura de Giorgio Morandi (1890-1964)

04 Sexta-feira Nov 2011

Posted by viciodapoesia in Convite à arte, Poetas e Poemas

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Giorgio Morandi, Juan Luis Panero

…

O quarto decorado em tons pastel lembrava uma pintura de Morandi, transpirava uma atmosfera diáfana e convidava ao repouso. A luz coada pelas cortinas esvoaçantes punha sobre os móveis encerados um dourado acolhedor.

…

 

Depois deste fragmento de uma ficção em curso, deixo-vos com um poema de Juan Luis Panero (1942) evocativo da pintura de Giorgio Morandi (1890-1964).

CINZA ETERNA

(Giorgio Morandi)

 Musica silenciosa da cor, rumor do pincel e da tela,

simbolo simples, segredo azul e cinzento.

O tempo passa, mas não fere, parece flutuar,

suave nos contornos, detido nas formas,

 reflexos onde a realidade se sonha,

 inventada luz, por isso mais intensa.

Milhares de olhos e um único olhar

para pintar esta garrafa, depurar o branco daquela cerâmica,

despir, transparente pele cálida, fulgor acariciado,

o vidro, a toalha, a madeira, as frágeis flores,

para sonhar diferente e única,

repetida e comum, esta matéria eterna,

as suas marcas de espuma, a sua pálida cinza.

Noticia bibliográfica

O poema foi publicado no livro Antes que llegue la noche (1985) e traduzido por Joaquim Manuel Magalhães. A tradução foi publicada por RELÓGIO D’ÁGUA em 2003, na antologia da obra do poeta, POEMAS, organizada e prefaciada pelo tradutor.

 

Termino com três pinturas de Morandi onde o predomínio do amarelo produziu resultados diversos num intervalo de largos anos, num progressivo abandonar do rigor do desenho até àquela diáfana forma de representar sempre os mesmos objectos.

 

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O olhar é um pensamento. Poema de Herberto Helder com dois olhares sobre a mulher

29 Sábado Out 2011

Posted by viciodapoesia in Convite à arte

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Herberto Helder, Julia Nikonchuk, Robert Delaunay, Sonia Delaunay

O olhar é um pensamento.

Tudo assalta tudo, e eu sou a imagem de tudo.

O dia roda o dorso e mostra as queimaduras,

a luz cambaleia,

a beleza é ameaçadora.

– Não posso escrever mais alto.

Transmitem-se, interiores, as formas.

 

Divido-me, no fascínio de olhar, entre a pintura e a fotografia, cativando-me sobremaneira a mulher imaginada pelos caminhos da arte.

Trago hoje ao blog dois exemplos maiores e antitéticos desse olhar a mulher através da arte.

Primeiro uma visão da mulher na fantasia de Joan Miró (1893-1983)

Esta mulher-cloaca de Miró, carnívora e chifruda, representa quanto recusamos ver na mulher enquanto ideal, mas que algumas vezes lá está.

No espantoso poder de síntese da arte mostra-se o indizível, tantas vezes sentido,  e quanto nessa medida sabemos existir.

É o lado animal, a fêmea, o que aqui se dá a ver, e sempre procuramos na mulher, ainda que gostemos de o encontra envolvido nas roupagens da feminilidade e da graça.

Segue uma fotografia ecoando o orfismo de Robert Delaunay (1885-1947) pela fotógrafa bielorussa – Julia Nikonchuk.

Na foto de Júlia Nikonchuk é o arco-íris das possibilidades da beleza que se mostra. Há a harmonia da forma, a elegância do gesto e a impenetrabilidade do rosto escondido, fazendo apenas supor o sentimento que, em acordo com a beleza entrevista, talvez lá esteja.

Mas a fêmea não está ausente, e as pinturas corporais, tal como o gesto, remetem-nos, apesar da sofisticação, para decorações do corpo entre alguns povos da África Negra, em rituais propiciadores da fecundidade.

Complemento esta breve mostra com uma pintura de Robert Delaunay (1885-1947) que tem a ver connosco, portugueses, e se chama precisamente Mulher Portuguesa. Serve como exemplo do caminho cruzado com o orfismo enquanto corrente estética derivada do cubismo.

Nesta Mulher Portuguesa de Robert Delaunay, é o encanto das cores primarias a sobressair sobre a trivialidade e superficial abordagem do humano. A mulher existe apenas nas vestes, embora na atitude ligeiramente curvada da figura  algum peso do quotidiano difícil ali se mostre.

Vestidas de pintura, a mulher fotografada e a portuguesa de Delaunay, são antiteticas imagens, também elas, da mulher imaginada que os autores nos dão a ver. À sensualidade da fotografia opõe-se uma espécie de manequim vestido de cores vivas, o que de alguma forma recorda o trabalho maior de Sonia Delaunay no desenho de padrões para tecidos de moda. Houve no casal Sonia/Robert uma simbiose de inspiração e semelhança de técnica, visível na obra de ambos.

Robert Delaunay foi amigo de Amadeo de Souza-Cardoso, e com a mulher, Sonia Delaunay, estiveram em Portugal parte do tempo que durou a 1ªguerra mundial, altura provável para recolher a inspiração  que ditou a pintura. Vivendo em Amarante, e passeando pelas terras do norte de Portugal, são as cores dos trajes minhotos e dos seus barros pintados, que a pintura evoca.

Noticia bibliográfica:

Poema de HERBERTO HELDER (1930) incluido no livro DO MUNDO, na versão publicada em OU O POEMA CONTÍNUO em 2004 por Assírio & Alvim.

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Regresso a Kurt Schwitters

17 Segunda-feira Out 2011

Posted by viciodapoesia in Convite à arte, Crónicas

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Kurt Schwitters

Tenho assitido ao sucesso do artigo sobre Kurt Schwitters (1887-1948) no blog com a dúvida sobre se tal sucesso se deve ao poema A Ana Flor, à Ursonata, ou à esplendorosa Kate Moss despida de noiva na foto que acompanha o artigo. Por via das dúvidas, regresso a Kurt Schwitters para deixar alguns exemplos da sua obra plástica, nomeadamente colagens e “assemblages” feitas depois de 1919, a partir de materiais recolhidos no lixo das ruas de Hannover e a que chamou Merzbilder.

Podemos traduzir Merzbilder por quadros ou imagens Merz.

Nas palavras do artista a palavra Merz transmite sobretudo a combinação, com propósitos artísticos, de todos os materiais concebíveis, e, tecnicamente, o principio de equivalente valor plástico na aplicação de cada material de per si. … Algodão proveniente de ambulatório, redes, cordas ou lã, são elementos com os mesmos direitos que a pintura.

De alguma forma o artista via nestas criações uma nova e frágil beleza saída dos escombros da cultura alemã naquele dealbar da República de Weimer surgida da derrota alemã na primeira guerra mundial.

Tendo integrado o movimento DADA alemão, foi posteriormente marginalizado e acusado de esteticismo e formalismo. Merz acabou sendo o movimento e a filosofia de apenas um homem, Kurt Schwitters.

Eis algumas das suas obras.

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A duquesa de Alba pintada por Goya (1746-1828)

06 Quinta-feira Out 2011

Posted by viciodapoesia in Convite à arte

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Goya

Hoje que estou em maré de quotidiano, desvio-me para matéria de noticiário. Com algum escândalo contido na voz, ontem, um locutor anunciava na TV o casamento da actual duquesa de Alba aos 85 anos. Abençoados 85 anos que ainda a levam para o sonho das delicias conjugais. Mostraram algumas imagens da senhora em traje da cerimónia e surpreendi-me ao constatar a semelhança física com a sua antepassada pintada por Goya, de quem as crónicas só levemente deixam transparecer a voluntariedade de comportamento. Arquivo no blog a imagem dessa pintura assinalando tão auspicioso evento e proporcionando a quem não conhece a pintura de Goya, alguns exemplos felizes.

A duquesa de Alba

e um detalhe do rosto.

Antes de avançar pergunto-me se esta pintura conhecida por Leocadia terá algo a ver com a duquesa. Terá?

Depois da duquesa de Alba deixo-vos, primeiro com duas garbosas mulheres, e a seguir poderão ver os estragos do tempo no belo sexo quando ainda não existiam operações plásticas.

E finalmente algumas cenas de ar livre, a verdadeira revolução operada por Goya na pintura ocidental

E terminemos com a Maja vestida e a Maja nua. Embora tenha sido aventado durante algum tempo que a modelo destas duas pinturas foi a 13ª duquesa de Alba mostrada acima, com quem Goya teve envolvimento amoroso, ao que se disse, modernamente aceita-se que o retrato (pelo menos da face) é um compósito de vários rostos.

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Um pouco da pintura de Van Gogh e Vincent, a canção

05 Quarta-feira Out 2011

Posted by viciodapoesia in Convite à arte, Convite à música

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Don McLean, Van Gogh

Toda a gente parece saber tudo sobre Van Gogh(1853-1890) pelo que me escuso à redundância.

A pintura de Van Gogh foi a primeira pintura que conheci, dentre os incontornáveis génios que povoaram a humanidade, aí por meados dos anos sessenta, e gostei dela desde o primeiro olhar.  Encontrei-a através de uns folhetos publicados no Brasil e distribuídos em Portugal, e que fizeram uma colecção, Génios da Pintura chamada. O fascículo sobre Van Gogh abria a colecção, se bem recordo.

Não têm sido muitas as oportunidades de  ver a pintura de Van Gogh, e tantas pinturas há que apenas conheço de fotografia. Não é o mesmo. O impacto da escala, sobretudo, mas também o da textura, são cruciais para a emoção de ver. Com as fotos fica apenas a impressão primeira e o apetite para o real. Possam estas fotos abrir esse apetite a alguém.

Estas são apenas alguma imagens de pinturas, porventura menos conhecidas, aqui deixadas para alegrar alguém querido e está longe. Permito-me apenas referir quanto a constância da paleta cromática faz prodígios de um quadro para outro em que é usada, variando da tristeza à alegria e da turbulencia à quietação, apenas graças à força do desenho conjugado com a aplicação do colorido e à variação da textura na aplicação da tinta.

 Acrescento uma canção da minha juventude, Vincent, de Don McLean, escrita em memória de Van Gogh e façamos assim uma visita ao baú. À data da publicação, era moda entre as raparigas, o uso de calções curtos e justos, chamados Hot Pants. Nas festas de sábado à tarde, dançar esta Vincent, agarrado como era de norma, fazendo descer as mãos ao longo das costas até às redondas saliências modeladas pelos calções era uma antevisão adolescente de paraiso.

Vamos então à canção escrita e interpretada por Don McLean

https://s3-eu-west-1.amazonaws.com/viciodapoesiamedia/Don+McLean+-+Vincent+-+1972.mp3

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