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Sabe quem pinta que o auto-retrato é a forma mais acessivel de pintar. O modelo está sempre ali. Divulgados ou não, os auto-retratos dos pintores existem sempre, e são fascinantes para quem lhes admira a obra: dão a ver a forma como os próprios se viam.

Porque são em menor número as mulheres que no passado pintaram, e a história da arte reteve a obra, mostro três auto-retratos de mulheres-pintoras dos séculos XVI, XVIII e XIX. À obra de cada uma delas virei outro dia.

Auto-retrato de Sofonisba ANGUISSOLA (1530-1625)

Trata-se de um óleo sobre madeira, com 20x13cm e pertence à colecção do Kunsthistorisches Museum de Vienna

Sofonisba ANGUISSOLA é a mais velha de seis irmãs pintoras e foi a primeira mulher na história da pintura ocidental a obter renome internacional.

Segue-se o Auto-retrato de Élisabeth VIGÉE-LEBRUN (1755-1842)

A pintura é um óleo sobre tela com 98x70cm e pertence à colecção da National Gallery de Londres.

Nascida em Paris, Élisabeth VIGÉE-LEBRUN, pintou em 1779 um retrato de Maria Antonieta, a que se seguiram mais de duas dezenas. A imagem que hoje temos da rainha decorre fundamentalmente destas pinturas. Retratista de génio, as suas pinturas mostram uma frescura que torna presentes os retratados. A revolução francesa levou-a a viajar pela Europa. Nas suas memórias traça um quadro da sociedade da época que ainda hoje vale a pena ler.

Termino com um auto-retrato de Mary Cassatt (1844-1926 ) em 1878.

Norte-americana de nascimento, nasceu em Pittsburgh, Mary Cassatt instalou-se em França onde integrou o grupo dos impressionistas. Trabalhando sobretudo o pastel, a forma como capta o humano no fugidio dos gestos do quotidiano, transmite o mistério que cada ser humano encerra, convidando-nos a olhar uma e outra vez cada retratado.

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