• Autor
  • O Blog

vicio da poesia

Category Archives: Convite à fotografia

As paisagens corporais de Allan Teger

14 Quinta-feira Mar 2013

Posted by viciodapoesia in Convite à fotografia

≈ Deixe um comentário

Etiquetas

Allan Teger

Allan-Teger-Bodyscapes 05

A fotografia digital enquanto ferramenta criativa, libertou a imaginação permitindo o aparecimento de obras gráficas a partir da fotografia, que alargam as fronteiras do conceito conservador de imagem fotográfica.

As paisagens corporais de Allan Teger derivando directamente da fotomontagem, transmitem-nos uma nova percepção da escala no universo em redor.

Servindo-se do corpo nu de mulher, sobre ele pousa variados objectos, criando cenários em que à surpresa do insinuado se sobrepõe a realidade do fotografado, numa desconcertante imagem de real/fantasia, de feliz efeito plástico.

Aqui fica uma pequena escolha pessoal.

Allan-Teger-Bodyscapes 06

Allan-Teger-Bodyscapes 19

Allan-Teger-Bodyscapes 10

Allan-Teger-Bodyscapes 14

Allan-Teger-Bodyscapes 22

Allan-Teger- Bodyscapes 02

Allan-Teger-Bodyscapes 15

Allan-Teger-Bodyscapes 09

E foram felizes para sempre!

FIM

 

Partilhar:

  • Tweet
  • Email a link to a friend (Abre numa nova janela) E-mail
  • Partilhar no Tumblr
  • Share on WhatsApp (Abre numa nova janela) WhatsApp
  • Pocket
  • Share on Telegram (Abre numa nova janela) Telegram
Gosto Carregando...

Afasta de mim esses lábios – Anónimo celta do século XV/XVI

13 Quarta-feira Mar 2013

Posted by viciodapoesia in Convite à fotografia, Poesia Antiga

≈ Deixe um comentário

Etiquetas

ELLIOTT ERWITT

ELLIOTT ERWITT California 1955

De entre as variadas perspectivas de sentir o beijo como entrega da alma, que a poesia conserva, este poema de autor anónimo da cultura celta (Irlanda), provavelmente dos séculos XV/XVI, traz uma inusual escolha:

Mais doce que o mel um beijo eu tive
De mulher casada que o deu por amor.

O poema abre com a recusa do beijo da menina virgem:

Guarda para ti esse teu beijo
Menina virgem dos dentes brancos!

e desenvolve-se explicitando os prazeres do beijo da casada.
Para que não restem duvidas a ninguém, o nosso homem remata com uma declaração de fidelidade perene:

Outras mulheres novas e velhas não hei-de amar
Pois que o seu beijo é como é, foi e será.

Passemos então ao poema integral:

Afasta de mim esses lábios

Guarda para ti esse teu beijo
Menina virgem dos dentes brancos!
Nesse teu beijo eu gosto não acho
Longe de mim guarda teus lábios.

Mais doce que o mel um beijo eu tive
De mulher casada que o deu por amor.
Até que se acabem o mundo e os dias
Beijo de gosto só esse terei; esse e não outro.

Até que a veja tal como é em sua pessoa
Por obra e graça do filho de Deus
Outras mulheres novas e velhas não hei-de amar
Pois que o seu beijo é como é, foi e será.

Tradução de José Domingos Morais, in Rosa do Mundo, 2001 poemas para o futuro.

A foto que abre o artigo, California, 1955, é de ELLIOTT ERWITT (1928)

Partilhar:

  • Tweet
  • Email a link to a friend (Abre numa nova janela) E-mail
  • Partilhar no Tumblr
  • Share on WhatsApp (Abre numa nova janela) WhatsApp
  • Pocket
  • Share on Telegram (Abre numa nova janela) Telegram
Gosto Carregando...

Minayoshi Takada – uma foto

06 Quarta-feira Mar 2013

Posted by viciodapoesia in Convite à fotografia

≈ Deixe um comentário

Etiquetas

Minayoshi Takada

Minayoshi Takada (1889-1982), fotógrafo japonês, é autor de algumas belas fotos de nu feminino.
Neste pontual arquivo com que preencho o blog, escolho uma foto de 1950, Canoa, onde as formas de barco e mulher se combinam.

Canoe, 1950 by Minayoshi Takada (1889-1982)

Partilhar:

  • Tweet
  • Email a link to a friend (Abre numa nova janela) E-mail
  • Partilhar no Tumblr
  • Share on WhatsApp (Abre numa nova janela) WhatsApp
  • Pocket
  • Share on Telegram (Abre numa nova janela) Telegram
Gosto Carregando...

À janela – uma foto de Guy Bourdin

05 Terça-feira Mar 2013

Posted by viciodapoesia in Convite à fotografia

≈ Deixe um comentário

Etiquetas

Guy Bourdin

Guy Bourdin (1928-1991), fotógrafo de moda, protegido de Man Ray, e vencedor do Grand Prix National de la Photographie em 1985, trabalhou para a Vogue e Harper’s Bazaar, e a sua obra tem vindo a ganhar progressivo reconhecimento e apreço. A foto que escolhi dá conta de uma simplicidade de mestre jogando com a geometria das linhas e o uniforme da cor.

guy_bourdin Vogue francesa 1971

Por uma vez, com uma janela, o olhar do espectador fica interessado não no que está para além da janela, mas no que aquém se mostra.

Partilhar:

  • Tweet
  • Email a link to a friend (Abre numa nova janela) E-mail
  • Partilhar no Tumblr
  • Share on WhatsApp (Abre numa nova janela) WhatsApp
  • Pocket
  • Share on Telegram (Abre numa nova janela) Telegram
Gosto Carregando...

Mulheres na pintura de Ingres (II) e ainda Le violon d’Ingres

20 Quarta-feira Fev 2013

Posted by viciodapoesia in Convite à arte, Convite à fotografia

≈ 1 Comentário

Etiquetas

Ingres, Man Ray

Ingres_Jean-Auguste-Dominique-Half-figure_of_a_Bather

Porque a vida não é apenas metafísica, tenho que confessar uma fraqueza: a contemplação na cama de uma mulher nua, de costas, onde as formas dos ombros à anca se desenvolvem como se de um violoncelo se tratasse, é música para os meus olhos, e todo o corpo vibra. As mãos percorrem em caricias aquelas suaves curvas e o concerto em que tudo termina deixo à vossa imaginação adivinhar.

Sendo a natureza naturalmente diversa e pródiga, permitindo este encanto musical em muitas das suas belas criaturas, há no entanto uma fotografia famosa de Man Ray (1890-1976) que consagra este esplendor da forma feminina, talvez de forma definitiva,

Man Ray - Le violon d'Ingres

e que não por acaso, o mestre, em homenagem às belas mulheres pintadas por Ingres, chamou Le violon d’Ingres.

A homenagem é justíssima pois à harmonia de formas, pose e colorido de cada uma das pinturas que a seguir arquivo, só falta o nosso “arco” para fazer a música soar.

Olhai e sentí:

Ingres_Jean-Auguste-Dominique-The_Bather

Certamente encantado com a obra, ei-la de novo com outro fundo:

Ingres_Jean-Auguste-Dominique-The_Small_Bather

e como o que realmente importa é o que está na frente, aí ficam alguns inspiradores resultados.

Ingres_Jean-Auguste-Dominique-Study_for_Roger_freeing_Angelica

Ingres_Jean-Auguste-Dominique-The_Birth_of_Venus

Como O Banho Turco e A Fonte podem ser encontrados algures no blog, termino com A Grande Odalisca

Ingres_Jean-Auguste-Dominique-The_Grand_Odalisque

Uma nota a propósito da foto de Man Ray, Le violon d’Ingres de 1924

Le violon d’Ingres era, não sei se ainda em uso, uma expressão idiomática francesa para exprimir ocupação de ócio, ou hobby.

A foto, cuja modelo é Kiki de Montparnasse, pode oferecer a leitura a partir do título, de que se o hobby de Ingres era tocar violino, o de Man Ray seria ocupar o tempo livre com Kiki, de resto modelo de outras fabulosas fotos do mestre. De caminho, cada um de nós pode embalar a imaginação nesta espécie de ocupação do tempo livre, tocando as cordas de quem mais lhe apetecer.

 

Partilhar:

  • Tweet
  • Email a link to a friend (Abre numa nova janela) E-mail
  • Partilhar no Tumblr
  • Share on WhatsApp (Abre numa nova janela) WhatsApp
  • Pocket
  • Share on Telegram (Abre numa nova janela) Telegram
Gosto Carregando...

Exercício de longevidade com mestres da arte fotográfica

11 Segunda-feira Fev 2013

Posted by viciodapoesia in Convite à fotografia

≈ 1 Comentário

Etiquetas

Alfred Stieglitz, Erwin Blumenfeld, Horst P. Horst, Man Ray

Alfred Stieglitz - Portrait of R (Rebecca Strand)Foto de Alfred Stieglitz – Portrait of R (Rebecca Strand)

Há tempos, um qualquer estudo académico divulgou pelo mundo os aprazíveis resultados de uma investigação, os quais davam conta de como olhar os seios de mulher, numa actividade diária, tem o efeito nos homens de lhes aumentar a longevidade.

No seu sábio equilíbrio, a natureza encontrou uma forma de nos permitir, a nós homens, contrariar as estatísticas onde se lê que os homens morrem mais cedo.

Para atingir este efeito biológico não sei qual a forma mais eficaz de contemplação: se ao natural, se por imagem. Aceitemos por momentos que se equivalem e quando o prazer do vivo está ausente, juntemos a imaginação à contemplação das imagens que aqui arquivo com propósitos de salubridade.

São fotos de mestres da arte fotográfica, que provavelmente intuíram, antes do mencionado estudo, o efeito de tão bela contemplação.

Erwin Blumenfeld 1937Foto de Erwin Blumenfeld 1937

Horst P. Horst Nude 07Foto de Horst P. Horst

Man Ray Nu cerca de 1929Foto de Man Ray

Man Ray - Sem Título 1928Foto de Man Ray

E termino como abri, com Alfred Stieglitz, mas agora a obra-prima de 1919: Georgia O’Keeffe  A Portrait

Georgia O’Keeffe  A Portrait (2) 18,4x22,9 1919a

Partilhar:

  • Tweet
  • Email a link to a friend (Abre numa nova janela) E-mail
  • Partilhar no Tumblr
  • Share on WhatsApp (Abre numa nova janela) WhatsApp
  • Pocket
  • Share on Telegram (Abre numa nova janela) Telegram
Gosto Carregando...

Três imagens icónicas do século XX

02 Sábado Fev 2013

Posted by viciodapoesia in Convite à fotografia, Crónicas

≈ Deixe um comentário

Etiquetas

Anita Ekberg, Citizen Kane, Dexter Gordon, Federico Fellini, Herman Leonard, La Dolce Vita, O Mundo a seus pés, Orson Welles

MBDCIKA EC019Hoje arquivo no blog duas imagens icónicas do poder e do sexo, os pólos em que a humanidade se move, produzidas pelo cinema.

Na foto acima, do filme Citizen Kane, O mundo a seus pés em português, até há pouco o melhor filme de sempre para alguma critica, Orson Welles, o actor e realizador, com o peso da sua figura sobredimensionada pela visão obliqua a partir de cima, olha-nos na ironia suficiente dos poderosos, pisando o mundo, imageticamente contido nas notícias dos jornais, que na historia do filme o homem domina e manipula. Retrato simbólico do poder nos nossos dias, onde dinheiro e comunicação social se combinam no controle insidioso do pensar e vontade das gentes.

la dolce vita2

Aqui, no filme de Federico Fellini, La Dolce Vita, Anita Ekberg esplende, de perfil, oferecendo a cara e o corpo à água que da Fontana Trevi cai, e sobre ela corre.

Na complexidade simbólica da fotografia, é a imagem conceptual da mulher como fonte de prazer o que instantaneamente lemos: cabelos longos, opulência de curvas e seios abundantes, sobrepõem-se ao contexto arquitectónico-escultural do enquadramento. Mas aí também a apreensão do olhar encontra alimento. Na fusão da carne esplêndida da mulher viva com as esculturas de pedra escorrendo água, é todo um mundo inanimado que subitamente, ao olhar, palpita fremente do desejo.
A água correndo sobre o corpo é o elemento indutor de toda esta atmosfera, na convocação instantânea da memória do prazer que o banho provoca em cada um de nós. Talvez o leitor esteja lembrado dos conselhos do Bispo de Sevilha à irmã sobre o banho como fonte de pecado, que em tempos aqui deixei.

Herman Leonard  Dexter gordon

Termino com outra foto icónica, mas desta vez dos prazeres da música e do vicio.

Dexter Gordon, nesta foto de Herman Leonard, na pose displicente, saxofone pousado, envolvido pelo fumo do cigarro, conta dos prazeres o que mil palavras não dizem e ao olhar se oferece.
Quando penso em jazz e no prazer da música é esta foto que à memória me ocorre.

Da explicitação dos prazeres do vicio deixo ao leitor a sua concretização.

Partilhar:

  • Tweet
  • Email a link to a friend (Abre numa nova janela) E-mail
  • Partilhar no Tumblr
  • Share on WhatsApp (Abre numa nova janela) WhatsApp
  • Pocket
  • Share on Telegram (Abre numa nova janela) Telegram
Gosto Carregando...

Ai, a vida! com Miguel Torga

26 Sábado Jan 2013

Posted by viciodapoesia in Convite à fotografia, Poetas e Poemas

≈ Deixe um comentário

Etiquetas

Dorothea Lange, Miguel Torga

Dorothea Lange - Foto FSAVesperal

E, contudo, é bonito
O entardecer.
A luz poente cai do céu vazio
Sobre o tecto macio
Da ramagem
E fica derramada em cada folha.
Imóvel, a paisagem
Parece adormecida
Nos olhos de quem olha.
A brisa leva o tempo
Sem destino.
E o rumor citadino
Ondula nos ouvidos
Distraídos
Dos que vão pelas ruas caminhando
Devagar
E como que sonhando,
Sem sonhar…

Publicou Miguel Torga (1907-1995), já nos anos 80, uma Antologia Poética da sua poesia surgida em livro, constituindo-se como escolha pessoal da sua obra. A esse grupo acrescentou alguns poemas inéditos, um dos quais este Vesperal, transcrito acima, com que o livro se encerra.

Há na poesia de Torga uma verdade de sentimento ancorada em valores de ombridade, fidelidade à terra, e respeito pelos homens, que encanta e seduz mais e mais a cada leitura. Reflectindo sobre o seu estar no mundo, é com pudor que o poeta deixa transparecer as suas emoções, e é sobretudo nos poemas do final da vida que mais confidente se mostra, ainda que por detrás do verso velado que é a sua forma de se exprimir.

Termino com este MAGNIFICAT de 28 de Novembro de 1981 publicado no volume XIII do Diário.

MAGNIFICAT

Aí, a vida!
Quanto mais me magoa, mais a canto.
Mais exalto este espanto
De viver.
Este absurdo humano,
Quotidiano,
Dum poeta cansado
De sofrer,
E a fazer versos como um namorado,
Sem namorada que lhos queira ler.

Cego de luz, e sempre a olhar o sol
Num aturdido
Deslumbramento.
Cada breve momento
Recebido
Como um dom concedido
Que se não merece.
Aí, a vida!
Como dói ser vivida,
E como a própria dor a quer e agradece.

A foto que abre o artigo é de Dorothea Lange (1895-1965), feita nos EUA, no âmbito do programa FSA nos anos 30 do século XX, e o negativo é propriedade da Biblioteca do Congresso dos EUA.

 

Partilhar:

  • Tweet
  • Email a link to a friend (Abre numa nova janela) E-mail
  • Partilhar no Tumblr
  • Share on WhatsApp (Abre numa nova janela) WhatsApp
  • Pocket
  • Share on Telegram (Abre numa nova janela) Telegram
Gosto Carregando...

Foto de Toni Schneiders e poema de Robert Frost

23 Quarta-feira Jan 2013

Posted by viciodapoesia in Convite à fotografia, Poetas e Poemas

≈ 1 Comentário

Etiquetas

Robert Frost, Toni Schneiders

Toni Schneiders 1957

Sobre a foto de Toni Schneiders (1920-2006) com que abre o artigo, duas notas apenas. Por um lado, relevar o impacto da geometria captada na paisagem, gerando ao olhar de quem vê a emoção do abstracto, onde a linha da estrada define, no seu equilíbrio, a organização espacial no rectângulo da fotografia, deixando para segundo plano o detalhe da realidade fotografada; por outro, olhar a bifurcação, oferecendo uma escolha entre caminhos sem horizonte visível, qual metáfora para o que a vida nos desafia hoje: que caminho seguir quando o horizonte nos surge cortado de qualquer esperança?

É a pretexto desta foto de Toni Schneiders (1920-2006), fotógrafo alemão, que escolhi o poema de Robert Frost (1874-1963) – A estrada que não foi seguida.

O poema fala das escolhas no caminho da vida

Duas estradas separavam-se num bosque amarelo,
Que pena não poder seguir por ambas
Numa só viagem: …

e de como a escolha, ainda que pareça provisória se torna definitiva:

Oh, reservei a primeira para outro dia!
Mas sabia como caminhos sucedem a caminhos
E duvidava se alguma vez lá voltaria.

Com efeito, sabe-se tarde, não voltamos para trás. O caminho escolhido a cada decisão é o que nos leva a todas as outras. Percorrer dois caminhos em simultâneo é às vezes uma tentação com resultados que terminam quase sempre em escolhas devastadoras.

E como o poeta, escolhemos um caminho,

Eu segui pela menos viajada / E isso fez a diferença toda

e na hora do balanço fica apenas a dúvida: terá sido o melhor? Interrogação que carregamos connosco.

E basta de conversa, aí fica o poema, traduzido, e o original em inglês.

A estrada que não foi seguida

Duas estradas separavam-se num bosque amarelo,
Que pena não poder seguir por ambas
Numa só viagem: muito tempo fiquei
Mirando uma até onde enxergava,
Quando se perdia entre os arbustos;

Depois tomei a outra, igualmente bela
E que teria talvez maior apelo,
Pois era relvada e fora de uso;
Embora na verdade, o trânsito
As tivesse gasto quase o mesmo,

E nessa manhã nas duas houvesse
Folhas que os passos não enegreceram.
Oh, reservei a primeira para outro dia!
Mas sabia como caminhos sucedem a caminhos
E duvidava se alguma vez lá voltaria.

É com um suspiro que agora conto isto,
Tanto, tanto tempo já passado:
Duas estradas separavam-se num bosque e eu —
Eu segui pela menos viajada
E isso fez a diferença toda

Tradução do poeta José Alberto Oliveira, in Rosa do Mundo, 2001 poemas para o futuro.

The Road Not Taken

Two roads diverged Ina yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;

Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had wom them really about the same,

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever combo back.

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I—
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.

Partilhar:

  • Tweet
  • Email a link to a friend (Abre numa nova janela) E-mail
  • Partilhar no Tumblr
  • Share on WhatsApp (Abre numa nova janela) WhatsApp
  • Pocket
  • Share on Telegram (Abre numa nova janela) Telegram
Gosto Carregando...

Dois poemas eróticos de António Ramos Rosa

19 Sábado Jan 2013

Posted by viciodapoesia in Convite à fotografia, Erótica, Poetas e Poemas

≈ Deixe um comentário

Etiquetas

António Ramos Rosa, Harry Callahan

Harry-Callahan-01Um corpo que se ama

Para quem o deseja e quem o ama
um corpo é sempre belo no seu esplendor
e tudo nele é belo porque é sagrado
e, mesmo na mais plena posse, inviolável.

Um corpo que se ama é uma nascente viva
que de cada poro irrompe irreprimivel
e toda a sua violência é a energia ardente
que gerou o universo e a fantasia dos deuses.

Tudo num corpo que se ama é adorável
na integridade viva de um mistério
na evidência assombrosa da beleza
que se nos oferece inteiramente nua.

Não há visão mais lucida do que a do desejo
e só para ela a nudez é sagrada
como uma torrente vertiginosa ou uma oferenda solar.
Esse olhar vê-o inteiro na perfeição terrestre.

Publicado em A ROSA INTACTA, Edição Labirinto, 2007

Harry-Callahan-05

SÓBRIO O TEU CORPO

Sóbrio o teu corpo me pede
penetração: nomes puros:
os de boca, braços, mãos
sobre a terra e sobre os muros.

Sóbrio o teu corpo me pede
nomes justos, nomes duros:
os de terra, fogo e punhos,
claros, acres, escuros.

Publicado em OCUPAÇÃO DO ESPAÇO, Portugália, 1963

Harry-Callahan-38

As fotos são de Harry Callahan (1912-1999)

 

Partilhar:

  • Tweet
  • Email a link to a friend (Abre numa nova janela) E-mail
  • Partilhar no Tumblr
  • Share on WhatsApp (Abre numa nova janela) WhatsApp
  • Pocket
  • Share on Telegram (Abre numa nova janela) Telegram
Gosto Carregando...
← Older posts
Newer posts →

Visitas ao Blog

  • 2.356.727 hits

Introduza o seu endereço de email para seguir este blog. Receberá notificação de novos artigos por email.

Junte-se a 894 outros subscritores

Página inicial

  • Ir para a Página Inicial

Posts + populares

  • De Camões, 2 sonetos de amor
  • Vozes dos Animais - poema de Pedro Diniz
  • Al andar se hace el camino - Alguns poemas de Antonio Machado

Artigos Recentes

  • Sonetos atribuíveis ao Infante D. Luís
  • Oh doce noite! Oh cama venturosa!— Anónimo espanhol do siglo de oro
  • Um poema de Salvador Espriu

Arquivos

Categorias

Site no WordPress.com.

Privacy & Cookies: This site uses cookies. By continuing to use this website, you agree to their use.
To find out more, including how to control cookies, see here: Cookie Policy
  • Subscrever Subscrito
    • vicio da poesia
    • Junte-se a 894 outros subscritores
    • Already have a WordPress.com account? Log in now.
    • vicio da poesia
    • Subscrever Subscrito
    • Registar
    • Iniciar sessão
    • Denunciar este conteúdo
    • Ver Site no Leitor
    • Manage subscriptions
    • Minimizar esta barra
 

A carregar comentários...
 

    %d