Itália seguido de Soneto, poemas de Álvares de Azevedo

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Titian-Danae-1544-IITerá sido certamente uma bela italiana — Pátria do meu amor! terra das glórias — quem esteve por detrás da sensual evocação — Lá na terra da vida e dos amores — que no poema Itália o jovem e malogrado poeta brasileiro Álvares de Azevedo (1831-1852) nos deixou, e onde o eterno da atracção ressuma.

Na singela forma poética do romantismo, Álvares de Azevedo deu-nos o calor da terra e a ardência da palpitação dos vinte anos, — A Itália do prazer, do amor insano, — em quadras de suave beleza melódica.

ITÁLIA

I
Lá na terra da vida e dos amores
Eu podia viver inda um momento…
Adormecer ao sol da primavera
Sobre o colo das virgens de Sorrento!

Eu podia viver — e porventura
Nos luares do amor amar a vida,
Dilatar-se minh’alma como o seio
Do pálido Romeu na despedida!

Eu podia na sombra dos amores
Tremer num beijo o coração sedento…
Nos seios da donzela delirante
Eu podia viver inda um momento!

Ó anjo de meu Deus! se nos meus sonhos
Não mentia o reflexo da ventura,
E se Deus me fadou nesta existência
Um instante de enlevo e de ternura…

Lá entre os laranjais, entre os loureiros,
Lá onde a noite seu aroma espalha,
Nas longas praias onde o mar suspira
Minh’alma exalarei no céu de Itália!

Ver a Italia e morrer!… Entre meus sonhos
Eu vejo-a de volúpia adormecida…
Nas tardes vaporentas se perfuma
E dorme, à noite, na ilusão da vida!

E, se eu devo expirar nos meus amores,
Nuns olhos de mulher amor bebendo,
Seja aos pés da morena Italiana,
Ouvindo-a suspirar, inda morrendo.

Lá na terra da vida e dos amores
Eu podia viver inda um momento,
Adormecer ao sol da primavera
Sobre o colo das virgens de Sorrento!

II

A Itália! sempre a Itália delirante!
E os ardentes saraus e as noites belas!
A Itália do prazer, do amor insano,
Do sonho fervoroso das donzelas!

E a gôndola sombria resvalando,
Cheia de amor, de cânticos e flores…
E a vaga que suspira à meia-noite
Embalando o mistério dos amores!

Ama-te o sol, ó terra da harmonia,
Do levante na brisa te perfumas,
Nas praias de ventura e primavera
Vai o mar estender seu véu d’escumas!

Vai a lua sedenta e vagabunda
O teu berço banhar na luz saudosa,
As tuas noites estrelar de sonhos
E beijar-te na fronte vaporosa!

Pátria do meu amor! terra das glórias
Que o génio consagrou, que sonha o povo…
Agora que murcharam teus loureiros
Fora doce em teu seio amar de novo…

Amar tuas montanhas e as torrentes
E esse mar onde bóia alcion dormindo,
Onde as ilhas se azulam no ocidente,
Como nuvens, à tarde, se esvaindo…

Aonde, à noite, o pescador moreno
Pela baía no batel se escoa…
E murmurando, nas canções de Armida,
Treme aos fogos errantes da canoa…

Onde amou Rafael, onde sonhava
No seio ardente da mulher divina,
E talvez desmaiou no teu perfume
E suspirou com ele a Fornarina…

E juntos, ao lar, num beijo errante
Desfolhavam os sonhos da ventura
E bebiam na lua e no silêncio
Os eflúvios da tua formusura!

Ó anjo de meu Deus, se nos meus sonhos
A promessa do amor me não mentia,
Concede um pouco ao infeliz poeta
Uma hora da ilusão que o embebia!

Concede ao sonhador, que tão-somente
Entre delírios palpitou d’enleio,
Numa hora de paixão e de harmonia
Dessa Itália do amor morrer no seio!

Oh! a terra da vida e dos amores
Eu podia sonhar inda um momento,
Na seios da donzela delirante
Apertar o meu peito macilento!

Maio, 1851. – S. Paulo

A obra de Álvares de Azevedo (1831-1852) não faz parte do conhecimento generalizados dos que em Portugal gostam de poesia. Para abrir o apetite ao conhecimento da sua obra, onde o realismo poético de Cesário Verde por vezes se antecipa, termino com um soneto em que um delicado erotismo espreita — Era mais bela! o seio palpitando… / Negros olhos, as pálpebras abrindo… /Formas nuas no leito resvalando…

Soneto

Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar! na escuma fria
Pela maré das águas embalada…
— Era um anjo entre nuvens d’alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era mais bela! o seio palpitando…
Negros olhos, as pálpebras abrindo…
Formas nuas no leito resvalando…

Não terias de mim, meu anjo lindo!
Por ti — as noites eu velei chorando,
Por ti — nos sonhos morrerei sorrindo!

Acompanha o artigo uma das belas Danae pintadas por Ticiano (1488/90-1576), esta de 1544. A modelo faz jus ao delírio poético que acabámos de ler.

Cartazes dos irmãos Stenberg

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O General 1927No inicio da revolução russa, nos anos 20 do século passado, antes da subida ao poder de Estaline, o cartaz como meio de propaganda ganhou uma espantosa eficácia comunicativa através do uso de uma linguagem plástica inovadora saída directamente do construtivismo enquanto movimento estético. Quase todos os artistas plásticos em actividade o praticaram, mas foram os irmãos Stenberg quem produziu em maior número verdadeiras obras plásticas que sobrevivem para além da mensagem publicitaria ou de propaganda.

Entre as largas dezenas de cartazes conhecidos faço uma pequena escolha que arquivo no blog.

Os mais famosos serão talvez os cartazes feitos para os filmes A General de Buster Keaton (Pamplinas) com que abri o post, e o cartaz para anunciar o filme de Dziga Vertov, O Homem da Máquina de Filmar com que fecho a escolha. Pelo meio outros cartazes de semelhante apelo plástico. Nestes outros, é sobretudo o movimento que as composições transmitem, associado ao cromatismo contrastado onde o preto adensa o mistério, não da mensagem, mas do conteúdo que se anuncia, provocando a curiosidade, o que garante a vida autónoma do cartaz, convidando a olhar para além da informação.

A combinação da sobreposição de planos à maneira do cubismo, recusando a perspectiva clássica, com a abstracção geométrica na definição dos espaços, e a inserção de elementos realistas nas figuras humanas, fazendo lembrar técnicas vindas da colagem e do movimento DaDa, são a matriz do resultado plástico onde o grafismo das palavras joga um papel plástico decisivo.

Um homem sem medo

Qual dos dois 1927

Na primavera 1929

The Punch 1921

Poster Design by Vladimir and Georgii Stenberg 24

1929

O homem da maquina de filmar 1929

Amor e mais poemas de Gueorgui Gospodinov

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Wood, Grant-American Gothic 1930Amor

Todas as noites
sonhar com a mulher
deitada ao teu lado.

Nem sempre aforística, como nesta definição de Amor, a poesia de Gueorgui Gospodinov (1968), poeta búlgaro, surge-nos com o peso preciso de cada palavra, dando ao verso e aos poemas a extraordinária capacidade de nos fazer voar a imaginação.

Acrescento mais alguns poemas retirados da recolha poética O Coelho do Amor, onde a lemos em tradução portuguesa de Zlatka Timenova-Valtcheva e Petar Petrov.

Wood, Grant-Haying 1939

O Coelho do amor

Volto já, disse
e deixou a porta aberta.
A noite era especial para nós,
no fogão cozia coelho,
com cebola, rodelas de cenoura
e dentes de alho.
Nem casaco levou,
nem pôs batom, não perguntei
para onde ia.
Assim é ela.
Nunca teve noção
do tempo, chegava tarde para os encontros
e naquela noite
disse simplesmente
Volto já,
e nem a porta fechou.

Seis anos após aquela noite
encontro-a numa outra rua,
pareceu-me assustada,
como alguém que se lembra
de ter deixado o ferro de engomar ligado
ou algo assim…

O fogão? Desligaste-o?
Ainda não, disse eu,

esses coelhos são muito rijos.

Wood, Grant-The Good Influence 1936

Um sonho em Dianopolis

Não o procurei foi uma coincidência
do olhar e da janela
numa tarde quando
a entrevi nua
só depois soube o seu nome
uma das muitas Dianas
no polis sonolento

agora estou a esconder-me nos campos
os meus cornos ficam rígidos
os meus pés transformam-se em cascos
crescem os meus caninos
e começam a perseguir-me ladrando
para dentro
galgos em mim
veado e cão veado e cão veado
e cão eu sou

(Nota minha: Diana, deusa itálica que se comprazia apenas na caça)

Depois da pungente ironia destes poemas sobre paixão e abandono alguns cruzamentos com a perplexidade de Deus.

Deus
talvez seja feliz
porque não tem o seu
Deus

Wood, Grant-Appraisal 1931

Ensino supremo

Deus tem o seu saber.
No fim dos nossos discursos
coloca cruzinhas em vez de pontos,
coloca cruzinhas em vez de assinatura.
Deus, digo-te ao ouvido,
tem a sua sabedoria.

Wood, Grant-New Road 1939

As notícias

Ela fecha o jornal e diz:
leste, em Ayova
caiu granizo — pedaços
como bolas de golfe,
perderam muitas bolas
e agora elas voltam.
Ele devolve-lhes as bolas,
percebes? Aquele Brincalhão!
Mas ela não ri
e diz horrorizada:

Ele tem sempre boa pontaria.

Wood, Grant-Young Corn 1931

Regresso à concisão poética do inicio, para terminar esta curta viagem:

A minha mãe está a chorar
As suas lagrimas caem no céu
e fermentam a Via Láctea

Wood, Grant-Daughters of Revolution 1932Acompanham os poemas pinturas do norte-americano Grant Wood (1891-1942).

Noticia bibliográfica

O Coelho do Amor, recolha poética com poemas de Gueorgui Gospodinov, provenientes dos livros Lapidarium (1992), A cerejeira e o povo (1996), prémio para o melhor livro do ano, Cartas a Gaustin (2003), e Os domingos no mundo, foi publicada por Roma Editora, Lisboa 2010.

 

Curtos poemas IV — Sem título de Sophia de Mello Breyner Andresen

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Baziotes, William-Watercolor 1 - 19581Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.

Publicado em Poesia, 1ª edição 1944.

Acompanham o poema de Sophia de Mello Breyner Andresen (1914-2004) pinturas de William Baziotes (1912-1963), pintor norte-americano cuja obra com raízes no surrealismo, caminha para a abstracção através de uma iconografia não explícita.

Baziotes, William-Watercolor 3 1958

Curtos poemas III — Sem título de Sophia de Mello Breyner Andresen

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Baziotes, William-Congo 1954Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Pra poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes

Publicado em Poesia, 1ª edição 1944.

Acompanham o poema de Sophia de Mello Breyner Andresen (1914-2004) pinturas de William Baziotes (1912-1963), pintor norte-americano cuja obra com raízes no surrealismo, caminha para a abstracção através de uma iconografia não explícita.

Baziotes, William-Primeval_wall_A_teacher_affects_eternity_he_can_never_tell_wherehis_influence_stops._from_the_series_Great_Ideas_of_Western_Man 1959

Curtos poemas II — Sem título de Sophia de Mello Breyner Andresen

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Baziotes, William-Sea_Phantoms 1952No ponto onde o silêncio e a solidão
Se cruzam com a noite e com o frio,
Esperei como quem espera em vão,
Tão nítido e preciso era o vazio.

Publicado em Poesia, 1ª edição 1944.

Acompanham o poema de Sophia de Mello Breyner Andresen (1914-2004) pinturas de William Baziotes (1912-1963), pintor norte-americano cuja obra com raízes no surrealismo, caminha para a abstracção através de uma iconografia não explícita.

Baziotes, William-The_Room 1945

Curtos poemas I — Sem título de Sophia de Mello Breyner Andresen

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Baziotes, William-The_Flesh_Eaters 1952

Às vezes julgo ver nos meus olhos
A promessa de outros seres
Que eu podia ter sido,
Se a vida tivesse sido outra.

Mas dessa fabulosa descoberta
Só me vem o terror e a mágoa
De me sentir sem forma, vaga e incerta
Como a água.

in Poesia, 1ª ed 1944

Acompanham o poema de Sophia de Mello Breyner Andresen (1914-2004) pinturas de William Baziotes (1912-1963), pintor norte-americano cuja obra com raízes no surrealismo, caminha para a abstracção através de uma iconografia não explícita.

Baziotes, William-Untitled-1957-II

Mont Sainte-Victoire – pintura de Cézanne e poema de Al Berto

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Cezanne - La Montagne Sainte-Victoire  1885-1895Mesmo vivendo na cidade, basta um jardim frente às janelas para, ao rodar das estações e dos anos, irmos ganhando um conhecimento quase intimo das cambiantes de luz e cor na paisagem à medida que árvores e vegetação se despem e vestem de folhagem e flores no seguro e previsível avanço dos dias.

Vivendo no campo, essa aprendizagem será, porventura mais variada, mas a nossa atenção e gosto acaba por se afeiçoar a determinado pormenor do horizonte onde a natureza se sucede de forma mais tocante ou espectacular.

Se hoje em dia a tentação imediata é fixar por fotografia esses lugares em momentos especiais, quando se pinta, o trabalho é mais lento e conduz a um mais subtil e intimo registo do que se vê.

Dá conta desta experiência a obra de Cézanne (1839-1906) na sua recorrente pintura do Mont Sainte-Victoire (Monte de Santa Vitoria), horizonte que ele teve durante anos como cenário, quando saía para pintar nos arredores de Aix-en-Provence, onde vivia.

É sabido como Cézanne na sua pintura procurou, e conseguiu, dar a noção da perspectiva no motivo pintado usando apenas a cor. Na pintura da paisagem interessava-lhe captar as formas e o equilíbrio pictórico entre as grandes massas que definiam a vista observada, em detrimento de fixar as cambiantes que a luz nessa paisagem introduzia, como era propósito de Monet e dos impressionistas.

É assim que no vasto conjunto de pinturas com o Mont Sainte-Victoire em fundo podemos seguir um verdadeiro curso de pintura na tentativa e busca de conseguir registar a profundidade da paisagem com a justaposição das cores que encaminham o olhar do perto ao longe, e regresso. E com este passeio do olhar comovermo-nos com aquele não-sei-quê que a arte acrescenta à vida.

Cezanne - La Montagne Sainte-Victoire  1886-87

Cezanne - La Montagne Sainte-Victoire  1885 1887Cezanne - La Montagne Sainte-Victoire  1902 06 watercolor

Cezanne - La Montagne Sainte-Victoire  1902Em A Secreta Vida das Imagens Al Berto (1948-1997) recria, em bela poesia, esta ligação de Cézanne ao lugar, vivida longos anos até à morte.
Sainte-Victoire depois da morte de Cézanne

no mais remoto isolamento da memória
guardei preciosamente a sombra dos basaltos
luminosos xistos frestas de granito janelas
perto de sainte-victoire mais cinzenta que nunca
pintava sem cessar pintava
desde o alvorecer até que a noite descia
obrigando a mão e o pensamento a desfalecer

trabalhei sempre a obsessiva luz
mas a velhiçe aprisionou-me na vertigem
muito longe na idade
continuei a pintar sur motif
parecia-me fazer lentos progressos
quase compreendi os sobrepostos planos
de um mesmo objecto sob a claridade d’aix

foi em 1906
montado num burro carregado com material
ia por onde o cortante mistral passara
deixando a descoberto o implacável sol
modulava terras pinhais nuvens casas corpos
mas a morte não consentiu que eu executasse
as vislumbradas geométricas paisagens e
comigo se perdeu o segredo dessa pirâmide
que é sainte-victoire vibrando
na cegante luminosidade do meio-dia.

Depois do pequeno grupo de pinturas inicial, termino com algumas outras do final da vida do pintor, de entre as dezenas de pinturas conhecidas com o Mont Sainte-Victoire como assunto.

Cezanne - La Montagne Sainte-Victoire  1902 04

Cezanne - La Montagne Sainte-Victoire  1902 06

Cezanne - La Montagne Sainte-Victoire  1902-06

Cezanne - La Montagne Sainte-Victoire  1900

O Amor segundo Ibn Badrûn

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Enrico BajÉ pouca em Portugal a curiosidade sobre a poesia do Al-Andaluz, ou seja a poesia de origem árabe ( e também judaica) que floresceu na península ibérica antes da reconquista cristã.

Para hoje, e rompendo o prolongado silêncio, venho com a visão do amor de um poeta do Al-Andaluz natural de Silves, ‘Abd al-Mâlik Ibn ‘Abd Allâh Ibn Badrûn al-Hadramî, que terá vivido até ao inicio do século XIII (era vivo em 1211) e foi autor de uma muito célebre obra — Cálice das flores e concha das pérolas.

Percorremos épocas diversas e culturas variadas, e o entendimento do amor permanece uma constante, ainda que a sua vivência surja no tempo, e na geografia, matizada pelas condicionantes culturais de cada sociedade. No essencial é sempre o mesmo: enquanto dura dá prazer, quando termina faz sofrer, e sem ele não se pode viver. É o que nos diz também Ibn Badrûn neste seu poema.

O AMOR

o amor é feito de prazer:
então vive de beijos e abraços.
depois chega a hora de sofrer:
palavras amargas seguem nossos passos
e nos apartamos, como quem vai morrer.
mas ah!, se no amor não mais acreditasse
melhor fora que minha vida se acabasse!

O poema foi transcrito da antologia de poesia luso-árabe, O meu coração é árabe, organizada por Adalberto Alves e publicada por Assírio & Alvim em 3ª edição revista e aumentada, Lisboa, 1999.

Personagens de Enrico Baj

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Baj chez Baj  1Enrico Baj (1924-2003), artista plástico italiano com uma extensa e fascinante obra da pintura à colagem, onde a obra gráfica avulta, encanta-me há longos anos.
É no comentário gráfico à representação da figura humana que escolho algumas imagens para aqui mostrar.

Corrosiva, e de pendor surrealizante na maior parte das vezes, a série sobre generais com que abro tem tudo menos a marcial pose com que tais personagens usualmente se passeiam.

Baj Enrico General 1 1970

Baj chez Baj  9

Baj Enrico General 2 1969

Baj chez Baj  8

69

Baj chez Baj  6

Personnage decore 1963Acrescento algumas paródias a famosíssimas pinturas de Picasso e Seurat.

Baj chez Baj  2

Baj chez Baj  4

Baj chez Baj  3OLYMPUS DIGITAL CAMERATermino com anónimas figuras de mulher

Puttana

PersonagemBaj chez Baj  7Fecho com fantasiosos seres de saborosa inspiração.

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