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Cranach_the_Elder_Lucas-Saxon_Princesses_Sibylla_Emilia_and_Sidonia 1530-35Em jeito de paródia ao artigo sobre o Julgamento de Páris, associo esta pintura de Lucas Cranach o Velho (1472-1553) a um soneto de António Dinis da Cruz e Silva (1731-1799) por este enviado a três irmãs, e onde evoca o julgamento de Páris.

Absorto entre as três deusas duvidava

Páris a qual o pomo entregaria:

Sem véu as perfeições de todas via,

E quanto via mais, mais vacilava:

 

Se qualquer de per si atento olhava,

Em seu favor a lide decidia,

Mas logo resolver-se não sabia

Quando juntas depois as contemplava.

 

Enfim um não sei quê, que a Natureza

Mais liberal com Vénus repartira,

O move a dar-lhe o prémio da beleza.

 

Ah! Se igual entre vós lide se vira,

O mesmo Páris cheio de incerteza

Nunca a grande contenda decidira.

Soneto LIII do vol. I das Obras de António Dinis da Cruz e Silva.

O retrato, pintado por Lucas Cranach o Velho respeita às princesas da Saxónia: Sibyla, Emília e Sidónia, feito entre 1530-35.

Termino com três dos Julgamentos de Páris por Lucas Cranach o Velho, mestre cuja pintura me encanta.

Nelas o nosso Páris é um guerreiro armado até aos dentes e aparentemente exausto pela ciclópica tarefa deste julgamento, enquanto as deusas exibem de forma insinuante os seus argumentos.

 Lucas Cranach o Velho -O Julgamento de Páris - 1512-14

Lucas Cranach o Velho -O Julgamento de Páris - 1530

Lucas Cranach o Velho -O Julgamento de Páris - 1528-II

 

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