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É com entusiasmo que vos falo da estreia em livro do meu heterónimo, Carlos Mendonça Lopes, com este da fermosa benfeitoria (rimas obscenas).

Somos da mesma idade embora ele insista em parecer mais novo. Quando me falou da ideia de publicar este livro, pensei: que falta de senso! Apesar de me parecer bom rapaz, tem às vezes pancada. E esta de insistir em publicar rimas obscenas, não lembrava ao diabo. Espero bem que brevemente dê a lume coisa mais séria. Mas o que segue é que, para lá do que está escrito no livro, e haverá quem goste e quem deteste (é a vida!), o livro ficou muito bonito. É também opinião de quem já o viu.
Deu-se ao trabalho de apresentar estas rimas seguindo o exemplo de Camilo Castelo Branco na abertura do livro Nostalgias, com um aviso aos distraídos:

Parafraseando Camilo Castelo Branco no seu Nostalgias (Ultima Prosa Rimada)  direi que estas rimas obscenas, a que não chamarei “poesias”, para não desflorar as virginais transcendencias da Grande Arte…   foram escritas como exercícios de desenfado ao correr dos anos, sem qualquer pretexto directo. As afinidades identificadas tornaram-se evidentes a posteriori, e dão conta de um demorado convívio com a poesia erótica do cânone ocidental.

Mas afinal de que trata o livro? perguntará o leitor cheio de curiosidade. Eis o assunto:

Num diálogo com alguma herança poética europeia entre a antiguidade clássica e o século XIX, e tomando o sexo por assunto, da fermosa benfeitoria  (rimas obscenas), ilustrado  com a reprodução de 16 pinturas da erótica japonesa de oitocentos, reúne  rimas originais de sabor popular, ecoando o mito do pintor  e  modelo  forjado  no século  XIX,  a poesia erótica  de Paul Verlaine,  os contos libertinos de La Fontaine,  a poesia de Catulo  e  Ovídio,  e os  poetas  Bocage  e  Junqueiro. Termina  com uma epifania decorrente da religião. No final as evocações poéticas são convenientemente dilucidadas.

Justifica-se o homem, para publicar este livro, ter aprendido com uma ex-namorada que o sexo deve ser matéria de conversação social. Ora aí tem leitor(a): Quando numa conversa de amigo(s) o leitor(a) puxa do seu iPhone ou iPad e começa a mostrar o livro, as imagens, as rimas, ou então, na sala, tira o livro da estante e o folheia, já está! A conversa instala-se e vai por aí adiante. O limite é o céu.

Aproveite e não se arrependerá, corra a comprá-lo. Encontra-o à venda fazendo click com o rato sobre o nome do livro ao longo do texto, ou aqui.

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A compra é simples. Segue as instruções do site, e abre a versão e-book do livro no iTunes em qualquer dos seus computadores, ou em iBook nos iPad e iPhone.

Ao abrir, começa a folhear e esquece-se do tempo. Serão horas de prazer de ver e ler. É, leitor(a), garanto-lhe, um livro de que não se irá cansar. A ele voltará uma e outra vez, a propósito ou sem propósito, apenas para desenfado em momento de tédio, ou em repouso de actividades mais intensas. Será o dinheiro mais bem gasto em livro electrónico que lhe aconteceu. Pretexto para conversa, assunto para diversão em grupo, as ocasiões para o usar e falar dele surgirão a cada passo. Vá por mim, e não se arrependerá. E isto enquanto espera pela luxuosa versão em papel de qualidade fotográfica, encadernado a tecido preto com sobrecapa a cores, que fará um sucesso na sua sala ou no seu quarto, e que também comprou, aqui.

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Quer ter uma ideia do livro? Ora veja:

Visualização parcial do livro da fermosa benfeitoria (rimas obscenas)

E se gostou do que viu,  partilhe com quem conhecer. Verá que lhe vão agradecer.

A ilustrações do livro são a reprodução de 16 pinturas eróticas japonesas sobre seda, do século XIX, de minha colecção, e que o poeta pediu de empréstimo para acompanhar as suas rimas. Três ou quatro delas já apareceram no blog e dão agora a volta ao mundo. As outras vêem pela primeira vez a luz da publicidade, no livro.

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