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Ao relato do nascimento da poesia com que pensei iniciar este blogue anteponho em forma de prólogo uma autobiografia tomada de empréstimo ao meu conterrâneo Álvaro de Campos.

Com a avalanche editorial da e sobre a poesia de Pessoa, é pouco razoável pretender acrescentar algo sobre ela que ainda valha a pena ler. A força das palavras, no poeta, sobrepõe-se sempre a quaisquer considerações de interpretação ou sentimento. Por isso aí fica o poema da solidão desafiante na sua força emotiva,

Queriam-me casado, futil, quotidiano, tributável?

Assim, como sou, tenham paciencia!”

E emquanto tarda o Abysmo e o Silencio quero estar sòsinho!

A versão apresentada é o fac-símile da edição publicada em vida por Fernando Pessoa na revista Contemporânea. A novidade deste fac-simile reside por um lado na particularidade da grafia escolhida pelo poeta e que hoje não se encontra acessível nas edições em livro, motivo de reflexão nos tempos que correm com Acordo Ortográfico à mistura, e por outro a gralha tipográfica evidente que deixo ao cuidado do atento leitor corrigir.

Nota técnica: A leitura do fac-simile pode ser facilitada por simples click sobre a imagem e sua ampliação por exemplo com Ctrl +

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