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A Nova Poesia Portuguesa em 1854

19 Terça-feira Abr 2011

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A nova poesia portuguesa, Faustino Xavier de Novaes, Novaes

Tal como a nossa, todas as épocas têm uma Nova Poesia Portuguesa.

Atenho-me hoje à Nova Poesia Portuguesa em 1854 pela mão de Camilo Castelo Branco (1825-1890).

Publicou o nosso autor em Maio de 1854 uma folha impressa com 8 páginas, O Bico de Gaz. Foi publicação de número único e hoje é das mais raras peças da bibliografia camiliana, juntamente com  A Infanta Capelista. No final do século XIX conheciam-se apenas 4 exemplares de O Bico de Gaz.

Em O Bico de Gaz, ironia, sarcasmo e sátira têm roda livre. O jornal foi inteiramente escrito por Camilo e um dos artigos respeita a A Vespa do Parnaso!, publicação de versos satíricos da autoria de Faustino Xavier de Novaes (1820-1869), surgida na altura, no Porto, e assinada POR UM MORDOMO DAS ALMAS DE CAMPANHÃ que vem de colarinhos tesos meter a fala ao bucho ao seu juiz, autor das FOLHAS CAIDAS.

A Vespa do Parnaso! pretendia deliberadamente evocar o livro de poesia de Camilo publicado já no inicio desse ano de 1854,  FOLHAS CAÍDAS, APANHADAS NA LAMA, assinadas por O AMIGO JUIZ DAS ALMAS DE CAMPANHÃ. O livro de Camilo é uma feroz sátira aos costumes do tempo e às personalidades enfatuadas do seu dinheiro e ignorância, surgidos com a mudança da situação politica. Deixo como exemplo estas quadras do poema AOS BARÕES:

...

Vossa avó de pé descalço,/ traz canastra com toucinho/ pão de broa corpulenta, borracha de verde pinho.

Inda ontem eu vi isto!…/ e vocês sus patuscões, / devem espantar-se comigo/ de serem hoje barões!

…

Burros ficam sempre burros,/ embora tragam selim, / cravado de diamantes / e estofado de cetim.

O brilhar dessas comendas/ não vos muda a condição:/ o instinto vos arrasta/ para o côvado e balcão.

É vasta e fascinante a produção de Camilo fora do romace e novela, nestes primeiros anos da década de 50, e a sátira aos costumes do tempo ocupa aí um lugar privilegiado.

O propósito do artigo em O Bico de Gaz foi saudar na publicação de A Vespa do Parnaso!, a nova poesia portuguesa em 1854, ou pelo menos o poder demolidor da sátira nessa nova poesia, da qual Novaes era um dos expoentes, além de editor de O Bardo desde 1852.

Acompanha a apresentação um poema extraído de A Vespa do Parnaso!, O BARÃO E O DOUTOR, onde se relata uma conversa entre um médico e um barão de recente fornada. Escrito em forma corrida, o diálogo mosta a ignorância da lingua e a vacuidade de conversação social com laivos de pretensão a conversa culta, onde o dislate impera. O barão é dado às letras e gosta de se istruir.

Deixo agora o leitor com a apresentação de A Vespa do Parnaso!  feita por Camilo em O Bico de Gaz, o qual, de caminho, refere, em resumo, a sua opinião sobre a poesia dos tempos antigos.

Como é de(ver), nada presta antes do que nós fizémos. As vaidades juvenis, e Camilo tinha à data 29 anos feitos a 16 de Março,  falam sempre da mesma maneira qualquer que seja a época.

Vamos ao texto:

A imprensa do Porto custa-lhe a conceber, mas, quando concebe, vem sempre à luz do mundo literário com um parto robusto, esperançoso, e digno dos pais.

A vespa do Parnaso, recém-nascida, ocupa o espirito público, e inaugura uma nova época nos fastos da poesia.

No principio, quando os patriarcas do género humano fizeram versos, beberam as inspirações na magestade da natureza, no pasmo dos corpos luminosos, que rolam no espaço, e no terror da mão omnipotente de Jeová.

Depois a Grécia inventou os deuses. A poesia alteava-se a regiões do mito, embelezava a mentira pagã dos grandes modelos, e arranjava com Marte, Cupido, Neptuno, e Platão um pastel de onzenices parvas, cujos restos nossos pais amargaram no sonetos insofriveis da escola arcadiana.

Veio a escola romantica. Os arcanjos e as estrelas, os silfos e os arrebóis, as brisas e os crepuscúlos, o murmurio das fontes e o ciciar da ramagem, o hino da floresta e a nuvem de cetim, e muitas outras coisas bonitas proscreveram as fórmulas eruditas e compactas da mitologia de insonsa memória.

Era esta a poesia dominante, quando a Vespa do Parnaso, sob o modesto título, que só por si espreme um epigrama nas bochechas dos antiquários, apareceu radiosa como todas as ideias novas.

A índole desta ligeira colecção de poemas extrema-se de todas as escolas para fundar uma, peculiarmente sua.

Quem lhe arrebata os voos, e lhe faísca o lume do entusiasmo sonoroso são os marotos de todo o género, os estupidos de todas as formas, os imbecis de todos os quilates, e os pedantes de toda a força de bestialidade conhecida.

Já vêem que o género é inteiramente novo.

A poesia, assim concebida, torna-se d’um proveito real para a sociedade. O sumo do ridículo, espremido nas faces que a vergonha encontra de porcelana, há-de coar-lhe na alma de cântaro, áquele que, apesar das grandes orelhas, tem de enterrar a carapuça até ao pescoço.

Convidamos a geração nova a impregnar-se, se assim posso exprimir-me, do sabor picante da Vespa do Parnaso.

Ao acaso transcrevemos, com permissão do seu autor, uma poesia que nos deu momentos de conscienciosa gargalhada, sendo certo que não é nosso costume rir de bagatelas:

O BARÃO E O DOUTOR.

       B. – Senhor Doutor, dá licença? –

       D. – Não sei quem é que está aí! – 

       B. – Seu criado – eu vou entrando…

       D. – Oh! Vossência por aqui!


        A Senhora Baronesa

       Como passa? – Tem saúde?…

       Quis ir ontem visitá-la…

       Tive que fazer, não pude.


        B. – Eu le digo… vai andando;

       Mas sempre com suas teimas,

       Não quer tomar o remédio

       Que le deu pras almorreimas! 


        Tem-se queixado do Omnibus, 

       Anda muito incomodada;

      Mas tem lá seus carrapichos,   

       E então, não quer tomar nada.


        D. – Pois, Senhor, queira Vossência 

       Ver se pode resolvê-la

       A entregar-se à Medicina,

       Que eu amanhã irei vê-la.


        Vá-lhe dando alguns passeios,

       Roubando-a à meditação;

       Que é sempre, nessas moléstias,

       Proveitosa a distração.


       B. – Ai… bô… bô!… alguns passeios!…

       Ela em casa nunca está;

       Não há por i uma festa 

       Onde eu com ela não vá!


        Já foi à Foz ver o hydroppico,

       E onte fomos ó triato; 

       E por sinal, que chegamos

       No fim do purmeiro acto. 


       A propósto, meu amigo, 

       Que me diz à Companhia?

       Aquela Lucrécia Borges   

       Foi bem… apois  não iria?


        Olhe qu’aquele… o… Finório, 

       Qu’é cunhado da Jordana,

       Canta bem… é bô maritmo, 

       E nunca… nunca se engana!


       E o outro tenor baixito,

       Chamo-le o basso profundo,

       Tamém é bô  … e bem mostra

       Que tem pratega do mundo. 


       E a Jordana! Isso é que canta

       Com’eu inda não ouvi!

       Não sei por que esses janotas

       Dão mais palmas à Ponti!


        D. – A Ponti é como artista

       Cousa muito sup’rior,

       B. – O quê?… melhor qu’a Jordana?…

       Nada… nada… não senhor!


        A Ponti, não gosto dela;

       – Não digo qu’é mau contralto; 

       Mas é muito presumida…

       A outra canta mais alto.


        Não faz uns tais gargarejos; 

       Mas quem sabe o que ela foi?…

       Tem um cantar grosso e forte,

       Qu’as vezes parece um boi!


        Quando, há dias, dava palmas

       À Ponti, certo magote,

       Enfim – pequenas misérias – 

       Disse eu lá do cambarote.  


        É gente que não entende,

       Gosta duma bacatela; 

       A Ponti se é boa dama,

       Eu não engraço com ela!


        Diga-me – que livro é esse,

       Que lia quando eu cheguei?

       D. – Era o Hahnemann. – B. – Conheço,

       Grande poeta… bem sei!


        O Senhor Doutor se lesse

       A Fremosa Mangalona,

       Havia de gostar muito;

       Olhe que é muito ratona!


        E quando quiser bons livros

       Faça favor d’ir por lá:

       Também tenho o Calros Mano…  

       Eu l’os  mandarei pra cá.

 

      D. – São bons livros – eu conheço-o;

       Fico obrigado a Vossência;

       Mas o tempo que me resta

       Emprego-o só na ciência.


        B. – Na ciência?… e é bô livro?

       E quantos balumes tem?… 

       Ah!… já sei… eu ‘stava tolo…

       São quatro… tenho-os tamém!


        Olhe que eu sou dado às letras,

       E gosto de me istruir: 

       Pois de falar?… quando falo

       Todos gostam de m’ouvir.


        Mas passemos a oitra coisa:

       Estes retratos quem são?

       Vamos cá dar volta à sala,

       E faça-me a explicação.


        Daquele estão-me a dar ares;

       Não será um meu besinho?

       D. – É Lamennais. – B. É o mesmo,

      Já lhe merquei muito binho.


        Ora diga-me – e aquele

       Que tem anéis no cabelo?

       Aquele home  é estrangeiro,

       Que eu não me lembro de vê-lo.


       D. – De certo não, que é antigo,

       Já não é dos tempos seus;

       Nem é possível, Vossência

       Ter visto o Rei dos Judeus.


        B. – O Rei dos Judeus! – É este? – 

      Oh que soberbo tratante!

       Não sei como quer em casa

       Um retrato semelhante!…

       Eu cá sou escrupuloso

       Nisto de religião:

      O Rei dos Judeus! – Arruda! 

       E na casa dum cristão!…


        Este sim… não é o Bispo?…

       O D. Jiromeno? … é… 

       Morreu… coitado… era um home 

      Em que eu tinha muita fé.


        E por via das exéquias…

       Por se meter a pregar,

       É que se foi… que era rijo,

       Inda podia durar.


       D. – Eu não sei que lhe viesse

       Daí, moléstia de morte!

       Com o estudo… a vigília…

       Podia bem, que era forte!


        B. – Mas olhe cá, meu amigo,

      Aqui pra nós: – qu’ é vigília?…

       D. – Falta de sono. – B. – Isso, isso…

       Tudo por causa da Emília… 


        Um home que tem idade

       E quer fazer de rapaz,

      Metido nesses excessos,

       Não sabe a asneira que faz!


        Enfim, Doutor, vou-me à praça,

       Que deve agora estar cheia:

       – Até à noite, qu’ habemos 

      De bêr-nos   na Sumboleia.  

Supus desnecessário um glossário para os dislates do barão. Para os não iniciados registo apenas que Lucrécia Borga se refere à opera de Donizetti Lucrécia Borgia.

Noticia bibliográfica:

A Vespa do Parnaso! É um raro folheto com 53 páginas. Os poemas de Faustino Xavier de Novaes foram posteriormente incluidos nas suas Poesias. O frontespicio de A Vespa do Parnaso! acompanha este artigo.

O conteúdo de O Bico de Gaz, a menos do poema de Novaes, pode encontrar-se no volume II dos Dispersos de Camilo publicados por Júlio Dias da Costa em 1925 na Imprensa da Universidade de Coimbra.

 O DICIONÁRIO DE CAMILO CASTELO BRANCO de Alexandre Cabral, publicado, em 2ªedição revista e aumentada em 2003, pela Editorial Caminho é, com pequenissimas excepções, fonte de confiança sobre Camilo, os homens e as obras do seu tempo.

Nota à margem

É possivel que Camilo, com a cultura e o sarcasmo que lhe são conhecidos, quisesse significar o ânus com a expressão O Bico de Gaz, pois é a forma como o orgão é conhecido por terras do Ceará, no Brasil, de onde vinham enriquecidos alguns “Brasileiros” fustigados, por esses anos, na sua prosa e poesia.

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O Facebook do século XIX e um poema de Faustino Xavier de Novaes

06 Quinta-feira Jan 2011

Posted by viciodapoesia in Raros/Curiosos

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Faustino Xavier de Novaes

Sinto as cócegas do génio e deixo-me ir à mercê da inspiração impetuosa. Isto escrevia Camilo nos idos de 1856.

Hoje, sinto as cócegas e recomendo-me a fuga pois o perigo avizinha-se…

A um amigo que a espaços estacionava no Telhal, quando regressava, perguntava-lhe:

– Então estás melhor?

– Sabes pá, às vezes a vida falha por milímetros!

E tentando evitar a falha, uma vez que passadas estão as festas, voltemos ao trabalho sério, que os leitores aguardam.

O compromisso comigo era manter o blog ao longo de 2010. Cumprido o ciclo muito ficou por escrever. A existência de leitores para além de qualquer expectativa, e o encorajamento de um amigo em especial, leva-me a continuar, abrindo novo ciclo.

Como no ano passado, em prelúdio tivemos Pessoa. Para reinicio de conversa, os tempos estão de feição para a chegada dos satíricos, ausentes por opção ao longo de 2010.

Abro por isso, com o que poderia considerar o Facebook do século XIX, O Álbum.

O Álbum, livro branco com presença registada em Portugal ao longo dos tempos, ainda na minha juventude revestia a forma de Livro de Autógrafos onde amigos registavam testemunhos de apreço ao seu possuidor. Hoje, o mural do Facebook desempenha cabalmente a função, adaptando um hábito ancestral às modas que nos regem.

Na sociedade burguesa do século XIX os álbuns constituiram objectos de socialização. Depositados sobre uma mesa, na sala ou em divisão íntima do seu possuidor, ou ainda enviados a casa de alguém para aí inscrever o seu testemunho (por exemplo, como refere João Penha com enorme discrição, diga-se, o sucedido a João de Deus a propósito do álbum que a amada lhe enviou para aí inscrever uma poesia), foram o pretexto para uma notável sátira de Faustino Xavier de Novaes (1820 – 1869) N’um albunzinho, muito pequenino, d’um meu amiguinho muito baixinho. publicado no nº11 da 1ªParte de O BARDO em tipo pequeno, como convinha.

Arquivos de sensaborias, a maior parte das vezes , eram, como refere Duarte Sá Júnior em 1868:

… / Um terrível tormento. / ,

e acrescenta:

Há sobretudo três casos / Que podem acontecer, / Em que é muito de temer / Que os poetas fiquem rasos.

Primeiro – se é pertencente / O livro a moça solteira; / Falar d’amor é asneira. / Ou ao menos imprudente.

Falar-lhe na madrugada, / Ou na campina, ou no prado, / É motivar-lhe um enfado, / Por se ver ela olvidada.

Segundo – se é d’uma feia, / Ainda há mais que reflectir: / Ou escrever e mentir, / Ou tão mal que ela o não leia.

Mas o caso mais profundo / É n’um Álbum de casada, / Que já está iniciada / Nos mistérios d’este mundo.

Porque dizer-lhe que é bela, / E que se lhe está rendido, / Pode ofender o marido, / Se não a ofender a ela.

Dos álbuns renego bem; / São cousas que não se entendem!… / N’eles louvores ofendem, / E a falta d’eles também.

 

Percorrendo a bibliografia poética publicada ao longo da segunda metade do século XIX, são a cada passo os poemas intitulados – N’um Álbum. E é esta a sua origem. Embora tenham tido destinatário conhecido, nem sempre as recolhas identificaram a quem foram dirigidos.

Salpicados que estamos com a erudição possível a um leigo, eis o poema prometido:

N’um albunzinho, muito pequenino, d’um meu amiguinho muito baixinho.

N’este albumzinho, / Pequerruchinho, / Um vatezinho / Que ha-de escrever? / Uns versozinhos, / Mui sentidinhos? / Uns amorzinhos? / Não póde ser.

Um cantozinho, / Mimosozinho, / Ao liriozinho, / Não dá prazer; / Ao pradozinho, / Ao riozinho, / Ao jardimzinho, / Não póde ser.

Um louvorzinho / Ao donozinho / Do livrozinho, / Não vou tecer; / Da lisonjinha, / Sua almazinha, / Vaidosazinha, / Não póde ser.

Á damazinha, / Ao janotinha, / Satyrazinha / Vai offender; / E as costazinhas / Expostazinhas / Ás coçazinhas, / Não póde ser.

Á Patriazinha, / Desditozinha, / Lamuriazinha, / Fará correr / Nas facezinhas, / Portugueszinhas, / Lagrimazinhas; / Não póde ser.

Vontadezinha / Tem, firmezinha, / A lyrazinha / D’obedecer; / Mas … tristezinha! / E’ pobrezinha… / Pacienciazinha… / Não póde ser. [*]

Portozinho

14-10-1852

Fausztinozinho Xavierzinho de Novaezinhos

[*] Conservei a ortografia da primeira edição do poema publicada em O BARDO, do qual deixo a imagem em fac-simile.

Camilo Castelo-Branco, amigo próximo de Faustino Xavier de Novaes,  com quem colaborou n’O BARDO, recorda no Cancioneiro Alegre aspectos dessa amizade e remata a evocação com o seguinte: Pouco depois morreu intelectualmente. Sem frenesis nem grandes paroxismos da robusta razão que vasquejava, passou a um sereno e risonho idiotismo. Depois acabaram de o enterrar as mãos piedosas do conde de S. Mamede, e fez-se um grande silêncio sobre o nada deste meu honrado e desditoso amigo.

Ao poeta voltarei. Por agora apenas a noticia bibliográfica do que referi.

Noticia Bibliográfica:

O BARDO JORNAL DE POESIAS INEDITAS foi publicado em 2 partes.  Possui a 1ª Parte 24 números e a 2ªParte 12 números, tendo cada número 16 páginas. Os primeiros 12 números da 1ªParte foram objecto de 2ªedição em 1857. Teófilo Braga, na introdução à  reedição das Poesias de Soares de Passos refere circunstanciadamente as vicissitudes desta publicação. A ela me referirei em detalhe se a curiosidade dos leitores o justificar.

Artigo ALBUNS do Dicionário do Romantismo Literário Português publicado pela Caminho em 1997 e com coordenação de Helena Carvalhão Buescu. Remeto para a nota anterior a correcção à bibliografia contida neste artigo, no que à edição de O BARDO respeita.

João Penha – Por Montes e Vales (Rachel, pag.23-29), 1899

Citações de Camilo Castelo-Branco:

Frase de abertura de um Folhetim publicado no jornal Aurora do Lima em 30 de Setembro de 1856 com o pseudónimo de João Junior. O texto foi recolhido por Julio Dias da Costa no Vol. II dos Dispersos de Camilo (Crónicas) e identificada a atribuição de autoria pelo compilador. A edição foi da Imprensa da Universidade de Coimbra em 1925.

Noticia de Faustino Xavier de Novaes na pag.227 do 2º Volume da 2ª edição de Cancioneiro Alegre publicada e 1887, a qual inclui o opúsculo Os Críticos do Cancioneiro.

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