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Category Archives: Culinária

Culinária no blog com A Boa Dieta + A VIDA de José Lino Grünewald

22 Sábado Nov 2014

Posted by viciodapoesia in Culinária, Poesia Antiga, Poetas e Poemas

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Friedrich von Logau, José Lino Grünewald

No tempo depois do amor, quando a fome aperta mas a vontade de largar o abraço não existe, nada como ter à mão a possibilidade de cozinhar algo que, sendo feito pelos dois, permite prolongar o prazer na partilha de uma intimidade conivente. É com esse propósito que vos faculto a receita para um delicioso prato de frango com queijo e laranja. Prepara- se em menos de cinco minutos se os ingredientes estiverem à mão. Será mais demorado se, como me aconteceu ontem, for necessário ir ao supermercado comprar azeite. Mas o prazer pode sempre ser retomado.

Basta de conversa e vamos então à receita para duas pessoas:

Ingredientes

Pelo menos três peitos de frango, dependendo do tamanho dos peitos e da fome;
Um queijo fresco médio + um queijo mozzarela fresco médio;
Salada pré-lavada de agrião ou rúcola ou mista

Para o tempero:
Azeite,
Dentes de alho a gosto,
Sumo de meia laranja grande ou de uma laranja média,
Sal ou flor de sal

Execução:

1 – Queijo, salada e mesa

Cortam-se os queijos em cubos para um prato de servir.
Coloca-se a salada noutro prato de servir (pré-lavada em pacote é mais fácil), depois de passar por água da torneira.
Põem-se na mesa, dois pratos e respectivos talheres, guardanapos, copos para água e vinho.
Abre-se a garrafa de vinho (pode ser branco verde, ou maduro branco ou tinto, do Dão, ou  do Douro), e já está.

2 – Frango

Numa tábua cortam-se os peitos de frango em cubos pequenos e temperam-se com um pouco de sal. Se se lavarem antes os peitos de frango (questão de gosto), ou estiverem húmidos de descongelar, secam-se com papel de cozinha antes de cortar.

Numa frigideira colocam-se os dentes de alho descascados, laminados, e cobre-se o fundo com azeite.
Acende-se o fogo e deixam-se os alhos fritar em fogo baixo ou moderado para não queimar.
Quando o azeite estiver bem quente acrescenta-se o frango em cubos (cuidado que o azeite pode espirrar) e saltei-se (mexe-se com colher) até perder a cor de cru. A operação não deve demorar mais de 2 minutos para que o frango fique suculento.

Quando o frango estiver pronto deita-se sobre o queijo no prato de servir.
Rega-se com um pouco do azeite da fritura, a gosto, e espreme-se sobre o frango a meia laranja.

Dá-se a volta para envolver e está pronto a comer.

Agora é só sentar, brindar e saciar a fome que existir.

A soneca(?) depois desta refeição pode ser deliciosa.

Por motivos óbvios não há fotos da comida.

Agora um conselho poético para continuar esta boa dieta:

A BOA DIETA

Carlota dissera ao seu doutor
Que lhe agradava, de manhã, fazer amor,
Embora à noite a coisa fosse mais sadia.
Sendo ela prudente, resolveu
Fazê-lo duas vezes ao dia:
De manhã, por prazer
De noite, por dever.

Poema de Friederich von Logau (1604-1655) em tradução de João Paulo Paes.

Friederich von Logau (1604-1655)  foi um notável poeta do barroco alemão, período de onde nos chegaram fascinantes poesias visuais, algumas das quais magistralmente traduzidas por João Barrento na Antologia do Barroco Alemão, O Cardo e a Rosa.

Para uma vez mais dar conta das continuidades poéticas que atravessam o mundo, é com um herdeiro brasileiro dessa poesia visual que termino – José Lino Grünewald(1931-2000) – Zelino para os amigos, poeta e tradutor brasileiro, talvez apenas conhecido em Portugal pela sua tradução de OS CANTOS de Erza Pound.

Figura de proa da vanguarda poética brasileira, com os irmãos Campos, Augusto e Haroldo, e Décio Pignatari, à sua poesia regressarei. Por agora fiquemos com a vida

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Culinária de tradição — Broas de Natal

20 Sexta-feira Dez 2013

Posted by viciodapoesia in Culinária

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Ainda vão a tempo os leitores que se sintam com gosto, dotes culinários, e destreza na cozinha, para experimentar esta receita tradicional da zona de Tavira, no Algarve, e que a minha mãe, aos quase oitenta e seis anos ainda faz para nós e para oferecer ao longo do mês de Dezembro, cobiçadas que são por quem as provou.

A receita é simples, pode demorar dois ou três dias a concluir-se, mas não receeis, compensa a espera.

Tomai então a receita, pois broas, apenas virtuais vos posso oferecer, e aqui ficam na foto.

Broas da Mãe

Broas da mãe

 

Ingredientes

1kg batata doce

1kg de açúcar

200g de miolo de amêndoa pelado e moído

200g de côco ralado

4 colheres de farinha bem cheias

Raspa de 4 tangerinas

4 gemas de ovos de galinha

 

Preparação inicial

Cozem-se as batatas doces em água.

Quando cozidas retira-se-lhes a pele e esmagam-se com garfo.

Nota importante: este polme de batata doce cozida deve ficar bem seco. Se necessário deixar ao ar a secar, mesmo de um dia para o outro.

Pelar o miolo de amêndoa: numa tigela de cerâmica ou barro vidrado coloca-se no fundo o miolo de amêndoa com pele. Sobre ele despeja-se água a ferver suficiente para cobrir a amêndoa. Aguarda-se que arrefeça um pouco até conseguir meter a mão sem queimar, e apertando cada miolo de amêndoa entre os dedos faz-se o miolo saltar da pele.

Retirada a pele de toda a amêndoa, passa-se está por água fria, seca-se com um pano e pode ser moída num qualquer moinho eléctrico tipo 1,2,3.

 

Execução da massa

Põe-se o açúcar com água (pouco mais de 1/4 litro) ao fogo até formar ponto pasta. Pode ser-lhe acrescentado a raspa da tangerina.

O ponto pasta, neste caso, atinge-se quando o açúcar começar a fazer espuma e ao retirar a colher com que se mexe uma vez por outra, permanece na colher, sem escorrer, uma fina película de açúcar.

Também pode juntar à batata doce a raspa da tangerina em vez de a acrescentar ao açúcar.

Atingido o ponto do açúcar, sem tirar do fogo acrescenta-se a batata doce esmagada e bem seca (se a batata estiver com alguma água faz o açúcar perder o ponto e já não recupera).

Sempre mexendo deixa-se ganhar um pouco de fervura.

Quando borbulhar, acrescenta-se pouco a pouco, mexendo sempre, a amêndoa pelada e ralada, o coco ralado e a farinha. Podem ser previamente misturados os três.

Quando a mistura, ao mexer, fizer rua no fundo do tacho, está pronta.

Retira-se do fogo, espera-se que a massa arrefeça um pouco e acrescentam-se as gemas, mexidas com um garfo, não batidas.

Leva-se de novo o preparado ao fogo, mexendo, para secar um pouco a mistura e cozer as gemas.

Retira-se do lume para uma vasilha baixa e larga, onde se espalha a massa e se deixa arrefecer de um dia para o outro. Pode ser no frigorifico.

 

Tender as broas

Com as mãos molhadas em água tendem-se pequenas broas que se dispõem num tabuleiro de ir ao forno untado com gordura e polvilhado com farinha.

Pincelam-se as broas por cima com gema de ovo.

Cozem em forno baixo até ficarem com ligeira côr. Dependendo dos fornos devem pôr-se as broas no forno ligeiramente aquecido, 160 graus centígrados ou pouco mais. Cerca de um quarto de hora deve ser suficiente para as broas ficarem cozida e moles.

Divirtam-se.

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