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Terminei o artigo anterior fazendo a ligação entre as artes gráficas preocupadas em comunicar uma mensagem comercial e as vanguardas artísticas que desde os anos 20 do século XX tiveram uma presença dominante no desenvolvimento dos mecanismos do gosto, tendo chegado a sua influência até nós nos padrões com que lemos a modernidade estética.

Nos anos 50, as capas do recém-descoberto disco de vinil de longa duração, LP, que girava a 33 rotações por minuto, foram objecto de cuidadoso trabalho gráfico. Pelo seu custo e conteúdo, dirigiam-se a uma camada média-alta da população, com elevada sofisticação no gosto, a que estas capas procuravam responder.

A companhia discográfica DECCA, pioneira neste mercado em muitos aspectos técnicos, também o foi no cuidado gráfico da embalagem.

Mostro-vos um conjunto de capas para o reportório de musica clássica, assinadas por Eric Nitsche onde a influência estética do modernismo dos anos 20/30 é eloquente.

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