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O recente interesse entre os visitantes do blog provocado pela pintura de Bruegel:  A luta entre o Carnaval e a Quaresma, leva-me a visitar outro “surrealista” do século XVI, o milanês Giuseppe  Arcimboldo (1526-1593).

Sou um entusiasta da pintura de retrato, desde o naturalismo revelador de personalidades, à invenção pictórica mais delirante, como é o caso das escolhas de hoje.

Não é meu propósito rechear o blog com informação redundante sobre a importância histórica destas pinturas, integradas que estão na atenção e curiosidade pela natureza induzida pelas descobertas portuguesas, e que constituíram o caldo cultural das sociedades e cortes europeias pós-renascentistas. Pretendo apenas evidenciar o interesse e o gozo, hoje, de as fruir.

Nestes arranjos florais, hortícolas e frutícolas, reveladores de rostos humanos peculiares, é a possibilidade estética encerrada no nosso quotidiano que se revela.

Subitamente, no supermercado ao escolher laranjas, maçãs ou uvas, lembrados destas pinturas, somos levados a um olhar exigente sobre o que nos rodeia e de alguma maneira recusar o feio com que teimosamente nos envolvem.

Basta  de conversa fiada e vamos a mais pintura do mestre.

Acrescento os dois conjuntos conhecidos pelas alegorias às Quatro Estações: Primavera, Verão, Outono e Inverno.

O segundo grupo da alegoria às Quatros Estações

Termino dando o rosto ao artista com um seu auto-retrato aos cinquenta anos.

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