• Autor
  • O Blog

vicio da poesia

Tag Archives: Nicolas de Staël

POESIA segundo Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)

05 Domingo Ago 2012

Posted by viciodapoesia in Convite à arte, Poetas e Poemas

≈ Deixe um comentário

Etiquetas

Nicolas de Staël, Sophia de Mello Breyner Andresen

É na poesia de Sophia que encontramos, quase em permanência, o eco da grande poesia clássica grega.
Decantado o verso, sobra apenas o essencial que faz a palavra — Ποίηση — POESIA —, qual esta poética definição dela:

Poesia

Se todo o ser ao vento abandonamos
E sem medo nem dó nos destruímos,
Se morremos em tudo o que sentimos
E podemos cantar, é porque estamos
Nus em sangue, embalando a própria dor
Em frente às madrugadas do amor.
Quando a manhã brilhar refloriremos
E a alma possuirá esse esplendor
Prometido nas formas que perdemos.

Aqui, deposta enfim a minha imagem,
Tudo o que é jogo e tudo o que é passagem.
No interior das coisas canto nua.

Aqui livre sou eu — eco da lua
E dos jardins, os gestos recebidos
E o tumulto dos gestos pressentidos
Aqui sou eu em tudo quanto amei.

Não pelo meu ser que só atravessei,
Não pelo meu rumor que só perdi,
Não pelos incertos actos que vivi,

Mas por tudo de quanto ressoei
E em cujo amor de amor me eternizei.

São as cores mediterrânicas da pintura tardia de Nicolas de Staël (1914-1955) que escolho para acompanhar a Poesia de Sophia.

 

 

 

 

Partilhar:

  • Tweet
  • Email a link to a friend (Abre numa nova janela) E-mail
  • Partilhar no Tumblr
  • Share on WhatsApp (Abre numa nova janela) WhatsApp
  • Pocket
  • Share on Telegram (Abre numa nova janela) Telegram
Gosto Carregando...

Visitas ao Blog

  • 2.354.519 hits

Introduza o seu endereço de email para seguir este blog. Receberá notificação de novos artigos por email.

Junte-se a 894 outros subscritores

Página inicial

  • Ir para a Página Inicial

Posts + populares

  • Camões - reflexões poéticas sobre o desconcerto do mundo
  • As três Graças - escultura de Canova e um poema de Rufino
  • Foge-me pouco a pouco a curta vida — A sextina de Camões

Artigos Recentes

  • Sonetos atribuíveis ao Infante D. Luís
  • Oh doce noite! Oh cama venturosa!— Anónimo espanhol do siglo de oro
  • Um poema de Salvador Espriu

Arquivos

Categorias

Create a free website or blog at WordPress.com.

Privacy & Cookies: This site uses cookies. By continuing to use this website, you agree to their use.
To find out more, including how to control cookies, see here: Cookie Policy
  • Subscrever Subscrito
    • vicio da poesia
    • Junte-se a 894 outros subscritores
    • Already have a WordPress.com account? Log in now.
    • vicio da poesia
    • Subscrever Subscrito
    • Registar
    • Iniciar sessão
    • Denunciar este conteúdo
    • Ver Site no Leitor
    • Manage subscriptions
    • Minimizar esta barra
 

A carregar comentários...
 

    %d